O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil manteve a prisão domiciliária do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas decidiu reforçar as medidas cautelares que lhe foram impostas durante o período eleitoral.
Por decisão do juiz Alexandre de Moraes, Bolsonaro fica impedido de receber visitas sociais durante 30 dias, com exceção de profissionais de saúde e advogados. Além disso, está proibido de realizar encontros com objetivos políticos ou eleitorais até ao fim das eleições de outubro.
O tribunal entendeu que o ex-chefe de Estado violou as restrições anteriormente impostas ao redigir uma carta de apoio à candidatura presidencial do filho, Flávio Bolsonaro, posteriormente divulgada nas redes sociais.
Apesar da infração, o Supremo considerou que o caso não justificava a revogação da prisão domiciliária, optando por agravar as limitações para impedir qualquer influência no processo eleitoral.
A decisão mantém igualmente a proibição de divulgação de conteúdos políticos atribuídos a Bolsonaro e alerta que o incumprimento das medidas poderá levar ao regresso do ex-presidente ao regime prisional fechado.

