A província de Cabinda registou o maior aumento do custo de vida em Angola, ao apresentar, em Agosto, uma variação homóloga de preços de 11,53 por cento, a mais elevada entre as 21 províncias do país, segundo dados do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A nível nacional, a inflação homóloga situou-se em 8,78 por cento, em Agosto, representando uma desaceleração de 0,55 pontos percentuais face aos 9,33 por cento registados em Julho.
Em comparação com Agosto de 2025, a inflação homóloga registou uma redução de 10,09 pontos percentuais, mantendo a trajectória de desaceleração observada nos últimos meses.
De acordo com os dados do INE, esta é a segunda vez consecutiva, desde o início da actual série do IPCN, em 2015, que a inflação homóloga em Angola se situa abaixo dos 10 por cento.
No período em análise, a classe de alimentação e bebidas não alcoólicas foi a que mais contribuiu para a variação geral dos preços, com 6,01 pontos percentuais.
Seguiram-se as classes de bens e serviços diversos, com 0,43 pontos percentuais, saúde, com 0,42, e educação, com 0,37 pontos percentuais.
Depois de Cabinda, as maiores variações foram registadas nas províncias de Malanje, com 11,25 por cento, e Lunda Sul, com 10,69 por cento.
As menores variações ocorreram no Cuanza Norte, com 5,22 por cento, Huambo, com 5,85 por cento, e Cunene, com 6,69 por cento.
O IPCN é o indicador utilizado pelo INE para acompanhar a evolução dos preços de um conjunto de bens e serviços consumidos pelas famílias, permitindo avaliar a variação do nível geral de preços no país.
Os dados mostram que, apesar da desaceleração da inflação a nível nacional, Cabinda apresentou, em Agosto, a maior variação homóloga de preços entre as 21 províncias de Angola, ficando 2,75 pontos percentuais acima da média nacional.

