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    Activistas criticam Governo de Cabinda: “Vocês criam problemas para depois se fazerem de heróis”

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    Activistas cívicos em Cabinda reagiram à divulgação da disponibilidade de mais de 9.000 lugares na rota aérea Cabinda-Luanda-Cabinda, na sequência da decisão da TAAG de proibir a venda de bilhetes pelas agências de viagens.

    Para o activista cívico João Goma, a recuperação dos lugares não deve ser encarada como motivo de celebração em Cabinda, por considerar que o problema relacionado com a comercialização de bilhetes pelas agências de viagens já era do conhecimento das autoridades.

    Segundo João Goma, o alegado esquema de disponibilização de bilhetes da TAAG às agências de viagens era praticado por funcionários da própria companhia aérea, enquanto o Governo Provincial de Cabinda, na sua perspectiva, “fingia não saber” da situação.

    Quem também criticou a actuação do Governo Provincial de Cabinda foi o activista Leoton Mabiala, que acusou as autoridades de criarem problemas para, posteriormente, se apresentarem como responsáveis pelas soluções.

    “Criam problemas para depois se fazerem de heróis”, criticou Leoton Mabiala.

    Outro activista que reagiu à medida foi José Chiânica Brás, que questionou a forma de actuação das autoridades.

    “Os ditadores e incompetentes actuam assim: criam problemas propositadamente ou por incapacidade e depois usam esses problemas para justificar trabalho”, afirmou.

    O activista questionou ainda a actuação das autoridades durante o período em que a população enfrentou dificuldades no acesso aos bilhetes de passagem.

    “Deviam ter vergonha na cara. Onde andaram enquanto o povo esteve a gemer de dor de tanto maltrato?”, questionou.

    José Chiânica Brás defendeu, igualmente, que a actuação governamental deve ser preventiva, com soluções adoptadas antes do agravamento dos problemas.

    “As soluções devem ser de forma proactiva e não reactiva como vos é característica”, criticou.

    De recordar que a TAAG anunciou, nesta terça-feira, 14 de Setembro, a entrada em vigor da medida que atribui à companhia aérea a venda exclusiva de bilhetes de passagem na rota Luanda-Cabinda-Luanda.

    A decisão determinou o bloqueio da venda de bilhetes pelas agências de viagens, permitindo, segundo a companhia aérea, recuperar mais de 9.800 lugares na referida rota até 31 de Dezembro de 2026, anteriormente retidos pelas agências.

    A medida resulta de uma articulação entre a TAAG e o Governo Provincial de Cabinda e visa melhorar a disponibilidade de lugares e o processo de comercialização dos bilhetes na ligação entre Cabinda e Luanda.

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