A província de Cabinda terá, dentro de um ano e meio, uma fábrica de cimento com capacidade para produzir 200 mil toneladas por ano, no âmbito da estratégia de expansão da Nova Cimangola.
A informação foi avançada, esta quarta-feira, pelo presidente do Conselho de Administração da Nova Cimangola, Agostinho da Silva, após um encontro de cortesia com a governadora provincial de Cabinda, Suzana de Abreu.
Segundo o responsável, a unidade será dedicada à moagem de cimento e poderá contar com tecnologia moderna utilizada nos mercados internacionais.
O projecto prevê o aproveitamento das potencialidades locais em matéria-prima, com destaque para o calcário e o gesso, recursos considerados importantes para a produção de cimento.
Para avaliar as condições necessárias à implementação da fábrica, foi criada uma comissão mista entre técnicos da Nova Cimangola e do Governo Provincial de Cabinda, que deverá efectuar um diagnóstico dos recursos minerais e das infra-estruturas de água e energia existentes na província.
Agostinho da Silva apontou ainda as dificuldades de transporte como um dos factores que encarecem e dificultam o fornecimento de cimento a Cabinda, defendendo que a produção local poderá reduzir essa dependência.
O responsável destacou também os incentivos fiscais atribuídos à província e a futura entrada em funcionamento do Porto de Águas Profundas do Caio como factores que poderão acelerar a execução do projecto.
A nova unidade deverá contribuir para reforçar a oferta de cimento no mercado local e reduzir a necessidade de transportar o produto a partir de outras regiões do país.

