A falta de uma data para o início das obras da segunda fase da centralidade do Chibodo II, também conhecida como centralidade Santana André Pitra “Petroff”, está a gerar preocupação entre os habitantes de Cabinda, três anos após a inauguração da primeira etapa do empreendimento.
A segunda fase prevê a construção de mais 498 habitações, além de outros equipamentos sociais. A sua concretização é aguardada por várias famílias que veem no projecto uma oportunidade de acesso a uma habitação condigna.
Entre os habitantes, a principal preocupação prende-se com a demora na continuidade das obras e a falta de informações concretas sobre quando serão construídas as restantes habitações.
Inaugurada em 2023, a primeira fase disponibilizou 470 habitações e 72 lojas comerciais. Com a conclusão da segunda etapa, o empreendimento deverá passar a contar com um total de 968 residências.
O atraso na execução da segunda fase do projecto tem suscitado igualmente críticas por parte da UNITA, partido da oposição em Cabinda, que exige esclarecimentos ao Executivo sobre o financiamento, o calendário das obras e os prazos para a conclusão da centralidade.
Recentemente, o deputado da UNITA, Lourenço Lumingo, voltou a questionar a demora, afirmando que as verbas anunciadas pela ministra das Finanças, Vera Daves, para financiar a segunda fase teriam sido inscritas no Orçamento Geral do Estado, mas ainda não chegaram à província.
O parlamentar criticou também a falta de esclarecimentos por parte das autoridades provinciais e questionou as condições disponibilizadas na primeira fase do empreendimento.
“Aquilo não é centralidade, porque não tem condições básicas para ser considerada centralidade”, afirmou.
As obras da Centralidade do Chibodo II tiveram início em Agosto de 2021, sob responsabilidade da empresa Kora, do Grupo Mitrelli, e fiscalização da DAR Angola Consultoria Lda.
Até ao momento, não foi anunciada uma data para o arranque da segunda fase, enquanto a população continua à espera de esclarecimentos sobre a concretização das habitações e infra-estruturas prometidas.

