A viagem do senador brasileiro Flávio Bolsonaro a Washington ficou marcada por um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, gesto que o bolsonarismo considera uma vitória política.
A fotografia ao lado de Trump foi destacada como símbolo de aproximação com uma das principais figuras da direita global e líder da maior economia do mundo.
No entanto, o encontro gerou dúvidas quanto à sua duração e ao nível real de proximidade entre os dois, já que não foram divulgados detalhes oficiais pela Casa Branca e surgiram versões diferentes sobre o tempo de conversa.
Segundo Flávio Bolsonaro, foram abordados temas como segurança, eleições no Brasil e cooperação em áreas estratégicas, incluindo minerais críticos e combate ao crime organizado.
O senador também defendeu que os Estados Unidos classifiquem algumas facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, proposta alinhada a sectores mais conservadores.
Durante a visita, Flávio reconheceu que a corrida eleitoral brasileira apresenta um cenário competitivo, com empate técnico em algumas sondagens, mas reafirmou confiança numa vitória em 2026.
A deslocação ocorreu num momento político sensível para o senador, que enfrenta polémicas internas, enquanto procurava reforçar a sua imagem internacional através do contacto com Donald Trump.

