O Ruanda garantiu que vai continuar a apoiar militarmente Moçambique no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, mesmo após o término do financiamento da União Europeia.
Segundo o pesquisador moçambicano Énio Chingotuane, Maputo não possui capacidade financeira para suportar sozinho os custos da presença militar ruandesa.
O especialista explicou que a situação económica do país continua frágil, embora Moçambique possa procurar apoio externo e novas parcerias para financiar a operação. Para Chingotuane, as tropas ruandesas continuam essenciais no terreno, devido à experiência adquirida desde 2021 no combate aos grupos armados que atuam na região norte.
O pesquisador considera ainda que a decisão da União Europeia de suspender o financiamento está mais ligada às acusações contra o Ruanda na República Democrática do Congo do que propriamente à missão em Cabo Delgado, que continua a ser reconhecida internacionalmente pelos resultados alcançados.
Além da cooperação militar, o analista acredita que Kigali poderá reforçar futuramente a presença económica em Moçambique, sobretudo através de investimentos e acordos bilaterais já assinados entre os dois países.

