As autoridades iranianas apresentaram aos Estados Unidos uma proposta de nove pontos com o objetivo de pôr fim ao conflito no prazo de 30 dias, avançou este sábado (2 de maio) a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irão.
Segundo o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, o plano foi transmitido a Washington através de mediação do Paquistão, cabendo agora aos Estados Unidos decidir entre seguir o caminho da diplomacia ou manter uma postura de confronto. “A bola está do lado dos Estados Unidos”, afirmou.
Também a Guarda Revolucionária iraniana elevou o tom este domingo, defendendo que Washington enfrenta uma escolha limitada entre aceitar um “mau acordo” ou avançar para uma operação militar considerada “impossível”.
O comunicado do serviço de informações do corpo militar sublinha que a margem de decisão norte-americana estaria a diminuir, apelando diretamente ao Presidente Donald Trump para uma definição clara da estratégia a seguir.
Do lado norte-americano, Trump afirmou na sua rede social que irá analisar a proposta iraniana, embora tenha demonstrado reservas quanto à sua viabilidade.
De acordo com fontes iranianas, o plano prevê garantias de não agressão, a retirada de forças norte-americanas da região próxima do Irão, o levantamento de sanções económicas, a libertação de ativos congelados e o pagamento de compensações. Inclui ainda o fim das hostilidades em diferentes frentes regionais e alterações no regime de segurança do Estreito de Ormuz.
O impasse entre Teerão e Washington mantém-se desde a recente escalada militar na região, apesar de esforços diplomáticos que até agora não produziram avanços significativos nas negociações sobre o programa nuclear iraniano e a segurança no Médio Oriente.

