O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defende a criação, por lei, de uma “Conta Jovem Soberana” destinada a cada jovem angolano dos 18 aos 35 anos, com acesso através do telemóvel.
A proposta prevê que uma percentagem fixa das receitas provenientes do petróleo, gás e minerais estratégicos seja anualmente destinada ao fundo, sendo apontados, a título de exemplo, 10% das receitas petrolíferas.
Segundo Adalberto Costa Júnior, os recursos não seriam entregues em dinheiro, mas utilizados como capital de desenvolvimento pessoal, nomeadamente para pagar formação, iniciar pequenos negócios, financiar cooperativas agrícolas ou apoiar a aquisição de habitação.
A conta poderia ainda ser utilizada para despesas relacionadas com saúde, educação, habitação e empreendedorismo, de acordo com regras previamente definidas.
O líder da UNITA defende que o fundo seja propriedade do povo e gerido por uma entidade independente, com representantes da sociedade civil, universidades, igrejas, sindicatos e jovens. A proposta prevê ainda que as contas sejam públicas e auditadas internacionalmente, de forma a assegurar transparência na gestão dos recursos.
A iniciativa inclui também uma Bolsa Técnica Nacional, destinada à formação profissional de jovens em áreas como tecnologias de informação, agricultura, energias renováveis, construção civil, saúde, logística e turismo.
Adalberto Costa Júnior propõe ainda o “Crédito Zero Jovem”, através do qual os jovens poderiam obter microcrédito sem juros, com dois anos de carência, mediante apresentação de projectos avaliados por técnicos independentes, com o fundo a servir de garantia junto dos bancos.

