A UNITA denunciou, nesta quinta-feira, a situação de antigos trabalhadores do sector petrolífero em Cabinda, que, segundo o partido, enfrentam dificuldades devido a processos laborais pendentes relacionados com despedimentos e reclamação de direitos.
Durante uma conferência de imprensa, o secretário provincial da UNITA em Cabinda, Lourenço Lumingo, apontou casos envolvendo ex-funcionários de empresas ligadas ao Campo Petrolífero de Malongo, incluindo trabalhadores de empresas subcontratadas pela Cabinda Gulf Oil Company (CABGOC).
Segundo o dirigente político, situações de despedimentos no sector petrolífero têm ocorrido ao longo dos anos, citando casos registados em 2009, quando cerca de 270 trabalhadores de empresas prestadoras de serviços à CABGOC denunciaram despedimentos que consideravam injustificados.
Lourenço Lumingo referiu igualmente que, em 2020, novas vagas de despedimentos atingiram trabalhadores de empresas subcontratadas ligadas à actividade petrolífera em Cabinda, num período associado à redução da produção e encerramento de algumas plataformas.
O secretário provincial da UNITA afirmou que muitos antigos trabalhadores continuam à espera de decisões judiciais sobre os seus processos, situação que, segundo disse, afecta directamente as suas famílias.
“Estamos a falar de pessoas que perderam o emprego, perderam a esperança e continuam à espera de uma resposta da justiça”, declarou.
O responsável político criticou ainda as condições salariais de trabalhadores de empresas subcontratadas pelas petrolíferas, alegando que alguns desempenham funções de grande responsabilidade, mas recebem remunerações insuficientes para garantir uma vida condigna.
A UNITA defendeu uma investigação aos processos laborais pendentes no Tribunal da Comarca de Cabinda, uma avaliação ao funcionamento da justiça na província e a intervenção das instituições competentes para esclarecer os atrasos registados.
Lourenço Lumingo garantiu que o partido continuará a acompanhar a situação dos trabalhadores afectados e apelou para uma justiça mais célere e transparente na resolução dos conflitos laborais.

