A actriz e militante do MPLA, Raquel Da Lomba, conhecida por “Chindinha”, manifestou apoio ao apelo da governadora provincial de Cabinda, Suzana Abreu, para a entrada de mais companhias aéreas e transportadoras marítimas privadas nas rotas da província.
A governadora Suzana Abreu defendeu a medida com o objectivo de aumentar a oferta e melhorar os serviços de transporte prestados à população.
Em declarações divulgadas nas redes sociais, Raquel Da Lomba afirmou que apoia a iniciativa, por considerar que a melhoria dos transportes constitui uma necessidade para os cidadãos residentes em Cabinda.
“Eu, Raquel Da Lomba ‘Chindinha’, filha natural de Cabinda e angolana com profundo amor à Pátria, manifesto publicamente o meu apoio a esta iniciativa da governadora”, afirmou.
A actriz disse estar ao lado de toda a população residente na província, incluindo os filhos naturais de Cabinda e cidadãos provenientes de outras regiões do país que vivem, trabalham, estudam, investem e constituem família nesta parcela do território nacional.
Segundo Raquel Da Lomba, as dificuldades relacionadas com os transportes afectam todos os cidadãos e exigem respostas adequadas.
“Esta não é uma questão regionalista, partidária ou de confronto institucional. É uma preocupação social que afecta milhares de cidadãos e exige respostas adequadas”, sublinhou.
Raquel Da Lomba considerou que os transportes devem merecer atenção prioritária, tendo em conta os desafios que a província enfrenta nos sectores da saúde, emprego, abastecimento, infra-estruturas, custo de vida e serviços básicos.
“Cabinda é Angola. A sua descontinuidade geográfica em relação ao restante território nacional exige uma organização específica dos meios de deslocação”, afirmou.
Para a actriz, as deslocações aéreas e marítimas não constituem um luxo para os habitantes de Cabinda, mas uma necessidade para trabalhar, estudar, procurar assistência médica, acompanhar familiares e cumprir responsabilidades profissionais e pessoais.
A propósito da disponibilidade de voos, Raquel Da Lomba referiu ter-se deparado anteriormente com uma publicação segundo a qual só haveria lugares disponíveis nos voos da TAAG para Cabinda em Dezembro.
“Caso essa informação esteja correcta, seria importante que a companhia esclarecesse publicamente a situação”, defendeu.
Considerou igualmente necessária a divulgação de informações claras sobre a disponibilidade de bilhetes, o número de frequências e as medidas previstas para responder à procura.
Quanto às alternativas de transporte, apontou as limitações da ligação rodoviária, através do Luvo e do território da República Democrática do Congo, considerando-a longa e sujeita a procedimentos fronteiriços, enquanto o transporte marítimo necessita, na sua opinião, de maior regularidade, conforto e segurança.
Raquel Da Lomba considerou, por isso, “justa e oportuna” a posição da governadora Suzana Abreu, defendendo que a entrada de novos operadores, devidamente certificados e fiscalizados, poderá aumentar a oferta e elevar a qualidade dos serviços.
Além do reforço dos voos comerciais e das ligações marítimas, sugeriu o estudo da criação de serviços privados de táxi aéreo, através de pequenas aeronaves ou helicópteros certificados, sobretudo para emergências médicas e outras situações urgentes.
A actriz reconheceu, entretanto, que a solução dos problemas de transporte de Cabinda não depende exclusivamente do Governo Provincial, defendendo uma actuação coordenada entre as estruturas competentes do Executivo, o Ministério dos Transportes, a TAAG, os órgãos reguladores e os operadores privados.
“Nenhum Governo Provincial consegue superar problemas estruturais sem os recursos financeiros, técnicos e institucionais necessários. A governadora deve ser apoiada nos seus esforços para alcançar respostas seguras, acessíveis e duradouras”, afirmou.
Raquel Da Lomba apelou às instituições responsáveis para reforçarem a atenção dedicada aos transportes de Cabinda, considerando que melhores ligações com Luanda e as demais províncias poderão facilitar a mobilidade dos cidadãos, dinamizar a economia e contribuir para a melhoria dos serviços prestados à população.
“O povo não pede privilégios. Pede condições dignas para circular no seu próprio país”, concluiu.

