O parlamento português aprovou esta terça-feira cinco votos de condenação relacionados com a interceção da flotilha humanitária Global Sumud por forças israelitas e pelo tratamento considerado degradante imposto aos ativistas detidos.
Entre os textos aprovados estão iniciativas apresentadas pelo PS, Livre, PSD e Iniciativa Liberal, que condenam as ações do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, após a divulgação de imagens que mostravam ativistas detidos com as mãos amarradas e as cabeças no chão.
Entre os ativistas detidos encontravam-se os portugueses Nuno Gomes, Joana Rocha e Diogo Chaves, capturados durante a operação israelita em águas internacionais.
Os votos aprovados condenam ainda o “tratamento desumano” aplicado aos ativistas da flotilha humanitária Global Sumud, tendo os partidos portugueses manifestado preocupação com possíveis violações dos direitos humanos.
Após a votação na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, os diferentes textos aprovados serão transformados num documento único.
Por outro lado, foram rejeitadas propostas apresentadas pelo BE, Livre e PCP que defendiam uma condenação mais dura contra Israel, incluindo referências a “tortura”, “detenções ilegais” e “violação dos direitos fundamentais”.
O caso ganhou repercussão internacional depois de o próprio Ben-Gvir divulgar vídeos dos ativistas detidos. As imagens provocaram críticas de vários países e levaram a França a proibir a entrada do ministro israelita no seu território, juntando-se ao Reino Unido, Países Baixos, Polónia e Eslovénia.
As ações também foram criticadas pelo Presidente israelita, Isaac Herzog, e pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Itamar Ben-Gvir, conhecido pelas posições ultranacionalistas, reside num colonato israelita na Cisjordânia, território considerado ilegal pelo Direito internacional.

