O deputado da UNITA e antigo sacerdote Raul Tati revelou ter sido afastado do sacerdócio pelo Papa Bento XVI, por razões políticas e a pedido do Governo angolano.
Segundo Raul Tati, o afastamento terá ocorrido num contexto de tensão relacionado com a questão de Cabinda e com as posições da Igreja Católica em defesa da autodeterminação do povo cabindense.
Raul Tati foi vigário-geral da Diocese de Cabinda e reitor do Seminário Maior de Filosofia Padre Luís de Gourlet. Durante o seu percurso, afirma ter sido acusado de terrorismo e de incitamento à violência.
O antigo sacerdote rejeita, contudo, ter defendido a violência como forma de resolver a questão de Cabinda.
“Se estivesse a pregar a violência, Cabinda teria virado Iraque há muito tempo”, afirmou Raul Tati, em entrevista ao jornal português Público.

