Um grupo de militantes opositores à atual direção do PAIGC anunciou a realização do 11.º Congresso do partido à revelia da liderança oficial, agendado para o próximo fim de semana, na Guiné-Bissau.
A iniciativa, promovida pelo chamado Grupo de Reflexão para a Salvação e Renovação do PAIGC, é liderada por dirigentes ligados ao Governo de Transição e tem gerado forte contestação interna.
Em resposta, o porta-voz do partido, Muniro Conté, afirmou que a convocação do congresso viola os estatutos internos e acusa a existência de bloqueios que impedem a realização das reuniões da direção legítima.
“Para participar no Congresso, primeiro tem de haver uma reunião do Comité Central… quando vejo um congresso convocado por uma fação avulsa, isso é um desrespeito total dos estatutos”, declarou.
O dirigente acrescentou ainda que a atual direção tentou organizar o congresso por vias formais, mas enfrentou dificuldades administrativas e alegadas interferências que impediram a sua realização.
Segundo Conté, o mandato da direção liderada por Domingos Simões Pereira termina em novembro de 2026, mas a realização do congresso poderá ser antecipada para evitar impasses internos e eventuais disputas sobre a legitimidade da liderança.

