As operações de busca e salvamento continuam na Venezuela, uma semana após os fortes sismos que provocaram mortos, feridos e vários desaparecidos no país.
Apesar de a possibilidade de encontrar sobreviventes diminuir com o passar dos dias, as equipas de resgate continuam a retirar pessoas com vida dos escombros. Esta quinta-feira, os socorristas conseguiram salvar um homem que permaneceu soterrado durante oito dias.
Vários grupos internacionais deslocaram-se à Venezuela para apoiar os trabalhos de emergência, incluindo equipas brasileiras. No entanto, organizações humanitárias denunciam dificuldades impostas pelas autoridades venezuelanas às operações de ajuda.
A organização norte-americana Amavex afirmou, através das redes sociais, que bombeiros locais foram impedidos de entrar em determinadas zonas de resgate por agentes da Polícia Nacional Bolivariana. A instituição defende que, em situações de emergência, todas as ações devem estar centradas na proteção e salvamento de vidas.
Também a organização alemã ISAR Germany revelou que uma equipa médica internacional teve a autorização de entrada recusada pelas autoridades venezuelanas, apesar de existir um pedido anterior de apoio internacional. O grupo preparava-se para enviar dezenas de especialistas e equipamento de emergência para o país.
Outro relato partiu da equipa chilena Topos de Chile. Um dos representantes afirmou à imprensa local que militares venezuelanos interrompiam frequentemente os trabalhos de busca para verificar documentos dos socorristas, alegando suspeitas de espionagem.
Até ao momento, o Governo venezuelano ainda não respondeu publicamente às acusações feitas pelas organizações internacionais.

