O Tribunal da Relação de Lisboa concluiu que não existem provas de que Isabel dos Santos tenha cometido fraude, ocultado património ou utilizado sociedades para prejudicar credores no processo de aquisição da empresa Efacec.
Segundo o acórdão, a operação foi financiada através de cerca de 160 milhões de euros em crédito bancário concedido por instituições financeiras privadas, não havendo qualquer conclusão judicial de que tenham sido utilizados fundos do Estado angolano.
Em reacção à decisão, Isabel dos Santos afirmou que “a verdade vem finalmente ao de cima”, defendendo que sempre actuou com “integridade, transparência e sentido de responsabilidade”, colocando os interesses das empresas e de Angola acima de interesses pessoais.
A empresária reiterou ainda que nunca utilizou fundos públicos para financiar a sua participação na Efacec, considerando que o acórdão confirma a sua versão dos factos.

