O antigo secretário-geral da FLEC e general reformado das FAA, António Bento Bembe, afirmou que a sua escolha pela pacificação de Cabinda foi consciente e acertada, no quadro dos esforços de reconciliação nacional.
Em entrevista ao Jornal de Angola, o político reforçou a sua posição ao declarar: “Não hesitei em assumir a posição de pacificar Cabinda. Não tive medo nem receio, porque estava certo de que tinha tomado a direcção certa.”
António Bento Bembe explicou que o entendimento entre as partes é essencial para garantir estabilidade e desenvolvimento, sublinhando que o diálogo deve prevalecer como ferramenta de resolução de conflitos.
O antigo dirigente recordou ainda o seu percurso ligado à questão de Cabinda e as dificuldades enfrentadas ao longo dos processos políticos e militares, destacando que as divisões internas contribuíram para a complexidade da situação.
Para o futuro, defendeu a continuidade das negociações e a adopção de soluções que promovam o desenvolvimento local, apontando o estatuto especial de Cabinda como uma possível via para reforçar a autonomia administrativa.
Segundo António Bento Bembe, a consolidação da paz depende do compromisso colectivo com a reconciliação e o progresso económico e social da província.

