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    MPLA mantém estatutos inalterados no congresso de dezembro

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    A vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, anunciou, em Luanda, que o partido não prevê qualquer alteração aos seus estatutos durante o IX Congresso Ordinário, marcado para os dias 9 e 10 de dezembro do corrente ano.

    De acordo com a dirigente, a decisão foi tomada pelo Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola, que optou igualmente por não proceder a mudanças no programa político da organização.

    O último ajustamento estatutário ocorreu em 2024, durante o VIII Congresso Extraordinário, altura em que foram introduzidas alterações relevantes, com destaque para o mecanismo de designação do candidato a Presidente da República.

    Com essa revisão, passou a caber ao Comité Central, sob proposta do Bureau Político, a indicação do cabeça de lista do partido às eleições gerais.

    Durante a apresentação, Mara Quiosa avançou ainda que a futura composição do Comité Central será fixada em 593 membros, representando uma redução de cerca de 14,5% face ao atual número, medida que, segundo explicou, não deverá afetar os órgãos intermédios.

    A responsável sublinhou que o processo de renovação interna continuará a obedecer ao princípio de equilíbrio, com 55% de continuidade e 45% de renovação, conforme estabelecido nos estatutos.

    Outro ponto destacado prende-se com o reforço da participação feminina, tendo sido fixada em 50% a representação das mulheres nos órgãos colegiais intermédios e a nível nacional.

    O IX Congresso Ordinário do MPLA decorrerá sob o lema “Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro” e terá como principais objetivos avaliar o desempenho do partido no período 2021-2026, renovar os seus órgãos e reforçar a unidade interna.

    Segundo Mara Quiosa, o encontro servirá igualmente para preparar o partido para as próximas eleições, reforçar a sua imagem e consolidar a sua posição no plano nacional e internacional.

    A dirigente destacou ainda que o congresso contará com cerca de três mil delegados provenientes de todo o país e da diáspora, e incluirá a discussão e aprovação de relatórios, bem como a eleição dos principais órgãos do partido.

    Dirigindo-se aos militantes, afirmou que “a unidade não significa uniformidade”, mas sim uma coesão estratégica orientada para objetivos comuns, defendendo que o partido deve apresentar-se como uma força política organizada e preparada para os desafios eleitorais futuros.

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