O general na reforma Higino Lopes Carneiro reagiu à decisão da Subcomissão de Candidaturas do MPLA que rejeitou a sua candidatura à presidência do partido, defendendo que o processo ainda não deveria ser considerado encerrado.
Numa mensagem em áudio divulgada nesta quarta-feira, 22, o político pediu tranquilidade aos seus apoiantes e afirmou que o período de apresentação de candidaturas só termina em outubro, considerando, por isso, antecipada a declaração de nulidade do processo.
“Não pode haver nulidade”, afirmou Higino Carneiro, apelando à união dos seus apoiantes e defendendo a necessidade de combater aquilo que chamou de “malfeitores que estão dentro do partido e que provocam toda essa desgraça nacional”.
Durante a intervenção, o antigo governador incentivou os seus apoiantes a continuarem a manifestar apoio à candidatura, através da divulgação de mensagens e vídeos, como forma de demonstrar a legitimidade das subscrições apresentadas.
Higino Carneiro questionou ainda a invalidação de algumas assinaturas recolhidas em províncias como Huíla e Cuanza Sul, manifestando surpresa com os critérios utilizados pela Subcomissão de Candidaturas para a validação dos documentos.
A reação surge depois de o órgão responsável pelo processo eleitoral interno do MPLA anunciar a rejeição da candidatura, alegando irregularidades na documentação entregue, incluindo suspeitas relacionadas com assinaturas e documentos de identificação.

