O Estado-Maior das Forças Armadas Cabindesas (FAC) anunciou a retoma dos confrontos com as Forças Armadas Angolanas (FAA) na província de Cabinda, acusando o Executivo de violar um cessar-fogo previamente declarado.
Em comunicado assinado pelo tenente-general João Cruz Mavinga Lúcifer, o movimento refere que os combates provocaram pelo menos 18 mortos, entre militares e civis. Segundo a mesma fonte, o ataque inicial terá ocorrido nas primeiras horas do dia, numa aldeia da região de Necuto.
As FAC alegam que os confrontos se estenderam até zonas fronteiriças da República Democrática do Congo, onde também se registaram vítimas civis. O grupo afirma ainda que forças angolanas terão realizado incursões em território congolês, envolvendo centenas de efectivos.
Até ao momento, não houve confirmação oficial por parte do Governo angolano nem das autoridades congolesas sobre estas alegações.
O movimento independentista sustenta que os acontecimentos representam uma violação do cessar-fogo unilateral anunciado em Abril, no âmbito de uma iniciativa de paz associada à UNITA. No documento, critica ainda a alegada falta de abertura ao diálogo por parte do Presidente João Lourenço.
Por outro lado, o Executivo angolano tem reiterado, em ocasiões anteriores, que a situação em Cabinda permanece estável, negando a existência de conflito armado na região e rejeitando qualquer ligação institucional entre partidos políticos e grupos armados.
Entretanto, a FLEC-FAC continua a defender a independência do território, invocando fundamentos históricos como o Tratado de Simulambuco.

