O Governo do Ruanda admitiu retirar as suas tropas destacadas em Cabo Delgado, norte de Moçambique, caso não existam garantias de financiamento sustentável para manter a operação militar contra o terrorismo na região.
A posição foi expressa pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Ruanda, Olivier Nduhungirehe, que afirmou que a permanência das forças ruandesas depende do apoio financeiro internacional para sustentar as operações no terreno.
Segundo o governante, o país investiu recursos significativos e sacrificou soldados para ajudar a estabilizar a província de Cabo Delgado, permitindo o regresso de deslocados, a retoma das actividades económicas e a reativação de grandes projectos de gás natural.
O aviso surge numa altura em que se aproxima o fim do financiamento da União Europeia à missão ruandesa, previsto para maio, após três anos de apoio financeiro avaliado em cerca de 40 milhões de euros.
Entretanto, o Presidente de Moçambique encontra-se em Bruxelas para reforçar o diálogo com a União Europeia e solicitar a continuidade do apoio internacional ao país, sobretudo no combate ao terrorismo que afecta o norte moçambicano.

