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    RDC pede mediação de Angola e da UA para travar conflito

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    O Presidente da República de Angola, João Lourenço, recebeu na noite de sexta-feira, 12 de Dezembro, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, em Luanda, um enviado especial do Presidente da República Democrática do Congo (RDC), que solicitou apoio diplomático de Angola e da União Africana (UA) para pressionar o Rwanda a regressar ao caminho da paz.

    A iniciativa surge na sequência do agravamento da situação militar no leste da RDC, nomeadamente após a ocupação da estratégica localidade de Uvira, poucos dias depois da assinatura do Acordo de Paz entre os Presidentes Félix Tshisekedi e Paul Kagame, em Washington, sob mediação dos Estados Unidos da América.

    Falando à imprensa no final do encontro, o enviado especial Floribert Anzuluni Isiloketshi afirmou que a cessação imediata das hostilidades é uma das maiores preocupações do Governo congolês, acusando o Rwanda de continuar a provocar instabilidade e sofrimento à população civil.

    Segundo explicou, a deslocação a Luanda teve como objectivo solicitar o apoio solidário de Angola para reforçar a pressão diplomática sobre Kigali, no sentido de pôr fim aos ataques e respeitar os compromissos assumidos nos acordos recentemente firmados.

    O diplomata referiu ainda que o Chefe de Estado angolano foi informado sobre os últimos desenvolvimentos no terreno, denunciando novas incursões atribuídas ao Rwanda e às milícias do M23, com uso de armamento pesado e sofisticado, o que terá causado elevados danos materiais, perdas de vidas humanas e o agravamento da crise humanitária.

    A tomada de Uvira, zona próxima da fronteira com o Burundi, foi descrita como um episódio particularmente grave, com impactos significativos na segurança regional. Para Floribert Isiloketshi, a ofensiva representa um retrocesso sério e coloca em causa o acordo de paz recentemente assinado.

    Apesar disso, garantiu que a RDC continua comprometida com uma solução pacífica e diplomática para o conflito, reiterando o apelo à comunidade internacional para que intensifique a pressão sobre o Rwanda, com vista ao regresso às negociações.

    De acordo com dados das autoridades locais, mais de 400 civis terão perdido a vida desde a intensificação das operações do grupo armado M23, alegadamente apoiado por forças ruandesas, na província de Kivu do Sul, onde se regista uma deterioração acentuada da situação humanitária.

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