O duelo entre Benfica e Real Madrid, referente ao playoff da Liga dos Campeões, foi temporariamente interrompido após uma denúncia de alegado insulto racista envolvendo Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni.
O episódio ocorreu depois de o avançado brasileiro abrir o marcador e celebrar com dança, gesto que gerou reação intensa nas bancadas do Estádio da Luz. Além das vaias, houve troca de palavras entre jogadores em campo. Vinícius Júnior comunicou ao árbitro François Letexier ter sido alvo de ofensas racistas, levando à activação imediata do protocolo antirracismo.
A partida ficou suspensa por cerca de dez minutos enquanto o juiz dialogava com os envolvidos. Sem provas conclusivas captadas pelas câmaras, a decisão disciplinar acabou por resultar em cartão amarelo para o jogador do Real Madrid, com a arbitragem a considerar a celebração como provocatória.
Como funciona o protocolo antirracismo
O mecanismo foi implementado pela FIFA em 2024 e estabelece três etapas claras:
-
Primeira fase: após a denúncia, o árbitro interrompe o jogo e faz um aviso público no estádio, solicitando o fim imediato de comportamentos discriminatórios.
-
Segunda fase: caso as ofensas persistam, o encontro pode ser suspenso temporariamente, com as equipas a recolherem aos balneários.
-
Terceira fase: se a situação continuar ou for considerada grave, o árbitro pode determinar o encerramento definitivo do jogo, podendo resultar em derrota administrativa, perda de pontos e sanções financeiras ao clube responsável.
O caso ganhou forte repercussão internacional, reacendendo o debate sobre racismo no futebol europeu e a eficácia das medidas disciplinares em competições de alto nível.

