A fundição de alumínio Mozal anunciou que vai suspender as suas atividades a partir de 15 de março de 2026 e iniciar um processo de despedimento coletivo, na sequência do impasse relacionado com o fornecimento de energia elétrica. A decisão foi comunicada ao comité sindical e inclui negociações sobre indemnizações e apoios aos trabalhadores afetados.
Segundo a empresa, estão previstas compensações financeiras diferenciadas conforme o nível salarial e o tempo de serviço, além de subsídios de requalificação profissional, manutenção temporária do seguro de saúde e pagamento proporcional de bónus de desempenho. Trabalhadoras grávidas deverão receber proteção adicional com vários meses de salário base.
A principal acionista, a australiana South32, confirmou que a unidade entrará em regime de manutenção e conservação devido à impossibilidade de garantir energia suficiente a preços viáveis. O Governo moçambicano afirma estar a dialogar com as partes envolvidas para tentar evitar a paralisação da maior indústria do país, que representa uma parcela relevante do PIB e emprega milhares de pessoas direta e indiretamente.
O diferendo energético envolve negociações com a Hidroelétrica de Cahora Bassa e a empresa sul-africana Eskom, responsáveis pelo fornecimento elétrico à fábrica, enquanto as autoridades procuram soluções que mantenham a produção ativa e preservem postos de trabalho.

