A Promotoria da Justiça Militar autorizou que os advogados de Domingos Simões Pereira possam reunir-se e comunicar livremente com o político, que permanece em prisão domiciliária desde 30 de janeiro. A decisão surge após um pedido formal apresentado pela equipa jurídica do líder do PAIGC.
De acordo com o despacho, as forças de segurança destacadas na residência devem permitir o acesso dos defensores sem qualquer limitação, garantindo o direito de consulta jurídica. O documento também ordena que seja assegurada a presença de Simões Pereira na audiência marcada para sexta-feira, no Tribunal Militar.
A defesa tem criticado a falta de acesso ao processo e afirmou desconhecer as condições em que o político será ouvido, alegando ainda que anteriormente não foi possível realizar contactos prévios com os advogados.
Antes da prisão domiciliária, Domingos Simões Pereira esteve mais de 60 dias detido na Segunda Esquadra de Bissau, sob custódia das autoridades.

