O Presidente da República, João Lourenço, desloca-se a Adis-Abeba, na Etiópia, para participar na cerimónia que assinala a transferência de responsabilidades da presidência do Conselho Executivo da União Africana, encerrando o período de dois anos em que Angola liderou este órgão continental.
Durante o mandato, a diplomacia angolana apostou numa abordagem prática e cooperativa, promovendo reformas internas e melhorias na organização da União Africana. O ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou que os objectivos definidos foram alcançados com o contributo dos Estados-membros, incluindo iniciativas para reforçar as competências técnicas e a eficiência institucional da Comissão da UA.
Angola também impulsionou mudanças nos métodos de trabalho da organização, procurando torná-los mais eficazes e alinhados com a Agenda 2063, que orienta o desenvolvimento sustentável, a integração económica e a paz no continente africano.
No plano internacional, o país participou na preparação de encontros estratégicos, como a TICAD 9 e a Cimeira União Africana–União Europeia, reforçando a cooperação externa e a presença africana em fóruns globais. Em matéria de segurança, apoiou processos de mediação e iniciativas de estabilização em várias regiões, incluindo o Sahel, a República Centro-Africana, Somália e Sudão.
A sessão ordinária do Conselho Executivo vai ainda avaliar relatórios estratégicos, discutir o papel da UA no G20 e proceder à eleição de novos membros dos órgãos da organização. A participação de João Lourenço simboliza o fecho de um ciclo diplomático que, segundo analistas, consolidou a posição de Angola na política africana e internacional.

