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    JLO afirma que a FLEC não representa perigo para Angola

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    O Presidente da República de Angola, João Lourenço, afirmou que a situação de segurança em Cabinda é estável e que a Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) não representa qualquer ameaça para o território angolano.

    As declarações foram feitas durante uma entrevista à revista Jeune Afrique, realizada no passado dia 5 de fevereiro, no Palácio Presidencial, em Luanda, e publicada a 13 de fevereiro.

    Questionado sobre os impactos da FLEC na segurança em Cabinda, nomeadamente no que diz respeito ao afastamento de investimentos privados na província, o chefe de Estado angolano desmentiu as alegações.

    Segundo João Lourenço, a situação de segurança não impede os investimentos privados na província, citando a presença de grandes empresas internacionais, como a petrolífera norte-americana Chevron, que opera em Cabinda há 70 anos sem se sentir ameaçada.

    “O que está a ser dito não é verdade. A Chevron está em Cabinda há 70 anos, nunca saiu de lá, nunca se sentiu ameaçada. Houve uma tentativa de sabotagem no tempo da guerra, feita por um comando sul-africano, mas esse foi o único caso de ameaça à segurança da Chevron em Cabinda”, sublinhou o Presidente angolano.

    João Lourenço também destacou que, actualmente, está em curso a construção da primeira refinaria de petróleo de Cabinda, um investimento privado, que deverá estar concluída até ao final do ano.

    “Cabinda nunca teve uma refinaria de petróleo, mas vai ter uma até ao final deste ano, um investimento privado, não público”, afirmou, enfatizando a confiança dos investidores na província.

    O Presidente questionou a veracidade das afirmações do jornalista de que a insegurança afasta investimentos privados em Cabinda, e reforçou que, na sua opinião, os factos contrariam essas alegações.

    “Se for verdade, então deverias apresentar-me factos. Eu não conheço nenhum facto que prove o contrário”, afirmou.

    De recordar que a FLEC tem mantido uma longa luta pela independência do território de Cabinda, alegando que o enclave era um protetorado português, conforme o Tratado de Simulambuco de 1885, e não parte integrante de Angola.

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