A morte do kudurista angolano Germias Ekundi Tchucúlia, conhecido artisticamente por “Mano Chaba”, ocorrida a 21 de Janeiro de 2025, na Ilha de Luanda, continua a levantar dúvidas entre os familiares, que decidiram avançar com um processo-crime contra dois amigos que estavam com o artista no dia do incidente.
De acordo com informações divulgadas pelo programa Na Mira do Crime, a mãe do músico, Ana Bela Nachilombo, confirmou que a família apresentou uma queixa junto do Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Luanda, contra dois cidadãos identificados como Jaime e Ailé, por suspeitas relacionadas com as circunstâncias da morte.
Segundo a progenitora, a família considera pouco claras as condições em que ocorreu o alegado afogamento. Ela afirma ainda que os amigos que acompanhavam o artista no momento do incidente não prestaram apoio à família durante o período de luto.
Ana Bela Nachilombo explicou também que, cerca de dois meses após a morte do filho, foi realizada uma reunião num restaurante na capital para discutir os bens deixados pelo artista.
Durante esse encontro, surgiram novas dúvidas sobre as explicações apresentadas pelos amigos, o que levou a família a formalizar a participação junto do SIC, com o processo número 5459/25-03.
A mãe do kudurista afirmou que o filho deixou alguns bens pessoais e equipamentos de trabalho. No entanto, segundo disse, apenas lhes foi apresentado o valor de 70 mil kwanzas, proposta que a família recusou.
“Queremos apenas os bens do meu filho, como o telemóvel, o computador e outros equipamentos que ele adquiriu. Até agora nada nos foi entregue”, afirmou.
A família acredita ainda que o caso pode envolver outras questões, incluindo possíveis direitos autorais de músicas que continuam a ser divulgadas após a morte do artista, cujos eventuais rendimentos, segundo alegam, não estariam a ser partilhados.
Até ao momento, as autoridades não divulgaram informações oficiais sobre possíveis responsabilidades criminais, e o caso continua sob análise das entidades competentes.

