Os partidos MDM, RENAMO e PODEMOS atravessam um período de forte instabilidade interna, com militantes e figuras influentes a acusarem as lideranças de má gestão, falta de transparência e favorecimento de interesses pessoais.
No MDM, Lutero Simango tem sido criticado por governar de forma centralizada, com reuniões pouco frequentes e decisões unilaterais, o que motivou o pedido de demissão de um dos membros fundadores, Elias Impuire, em janeiro de 2025.
Na RENAMO, o antigo deputado António Muchanga acusou Ossufo Momade de falta de prestação de contas e de concentrar poder, lembrando que o líder recebe anualmente elevados montantes do erário público sem justificar o seu uso.
Quanto ao PODEMOS, o porta-voz Hélder Mendonça denunciou desvio de fundos pelo presidente do partido, Albino Forquilha, em benefício próprio.
O analista Alexandre Chiure alerta que a falta de rotatividade na liderança e o uso dos partidos para fins pessoais comprometem a democracia interna. Ele sublinha que mesmo na FRELIMO, partido no poder, a liderança é definida por indicações e não por livre iniciativa, mostrando um padrão preocupante na política moçambicana.
Chiure conclui que é urgente reestruturar os partidos, promover transparência e renovar lideranças para garantir maior participação dos militantes e fortalecer a credibilidade das formações políticas junto da população.

