A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) continua no centro de um escândalo de corrupção que tem levado à constituição de vários arguidos ligados à antiga gestão da empresa.
Recentemente, o Gabinete Central de Combate à Corrupção constituiu arguida a diretora de manutenção da companhia, Agira Chande António Muailete Nhabanga, suspeita de envolvimento num esquema de desvio de fundos superiores a três milhões de dólares, associados à compra de peças para manutenção de aeronaves.
As investigações também apontam para irregularidades relacionadas com aviões como o Boeing 737-300 e o Bombardier Q400, num processo que envolve alegada sabotagem de projectos e má gestão dentro da empresa.
Atualmente, quatro antigos gestores da LAM permanecem em prisão preventiva, entre eles o ex-director-geral João Pó Jorge, acusado de crimes como corrupção, peculato e gestão danosa.
Especialistas defendem que as investigações devem alcançar também responsabilidades políticas. Analistas citam o antigo ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, como uma figura que deveria igualmente prestar esclarecimentos sobre a situação da companhia.
O escândalo ocorre num momento em que o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, tem denunciado a existência de práticas corruptas dentro da empresa estatal, que estariam a travar a modernização da frota e a recuperação da transportadora aérea nacional.

