O Governo venezuelano acusou este domingo os Estados Unidos de tentarem assumir controlo das suas reservas de petróleo, utilizando como justificação operações contra o narcotráfico no mar das Caraíbas, onde mantêm forças navais e aéreas desde agosto.
Num comunicado assinado por Nicolás Maduro e divulgado por Delcy Rodríguez, Caracas afirma que Washington está a recorrer a meios militares que ameaçam o território, o povo e as instituições venezuelanas, alegando que esta postura coloca em risco a estabilidade da produção petrolífera e o equilíbrio do mercado global.
A Venezuela garante que continuará a defender os seus recursos energéticos e rejeita qualquer tipo de pressão externa. O governo espera ainda contar com a intervenção do secretário-geral da OPEP, Haitham Al Ghais, e dos membros da OPEP+, para conter o que descreve como uma agressão crescente.
Os Estados Unidos afirmam que a operação na região visa combater o narcotráfico, tendo destruído 20 embarcações suspeitas e causado a morte de 83 pessoas. Caracas vê estas ações como uma ameaça que procura forçar uma mudança de governo.
Entretanto, a OPEP+, liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, decidiu manter inalterada a sua oferta conjunta de petróleo até 1 de abril de 2026. A OPEP, fundada em 1960 em Bagdade, integra atualmente países produtores como Venezuela, Irão, Iraque e Kuwait, e colabora desde 2016 com outros Estados, incluindo Rússia, México e Cazaquistão.

