O secretariado provincial do Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) em Cabinda confirmou a realização de uma greve interpolada em cinco fases, com início marcado para 2 de Março, abrangendo os municípios de Ngoio, Liambo, Tando-Zinze, Massabi, Necuto, Buco-Zau, Belize e Miconje.
A decisão foi tomada durante a assembleia de trabalhadores realizada a 21 de Fevereiro, no Liceu de Cabinda, após o que o sindicato considera ser um silêncio prolongado do Governo Provincial face ao caderno reivindicativo entregue a 11 de Dezembro do ano passado. Segundo o SINPROF, não houve qualquer resposta oficial às preocupações apresentadas.
Entre os principais pontos de reivindicação está o pagamento dos subsídios de zonas recônditas e dos respectivos retroactivos aos professores que exercem funções em áreas de difícil acesso, alguns dos quais aguardam há mais de dois anos pela regularização. O sindicato denuncia ainda descontos salariais que considera indevidos.
A paralisação abrangerá todas as escolas públicas e comparticipadas do ensino pré-escolar, primário e secundário nos municípios visados. Para o SINPROF, trata-se de uma medida extrema, adoptada após sucessivas tentativas de diálogo sem resultados concretos.
Fases da greve:
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1.ª Fase: de 2 a 6 de Março
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2.ª Fase: de 17 a 24 de Março
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3.ª Fase: de 20 a 24 de Abril
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4.ª Fase: de 18 a 24 de Maio
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5.ª Fase: de 9 a 19 de Julho

