A Polícia Nacional instaurou 749 processos disciplinares no último período, dos quais 649 já foram concluídos, enquanto 94 continuam em análise e seis acabaram arquivados por falta de provas.
Entre os casos finalizados, 380 resultaram em sanções a efectivos, incluindo a expulsão de 97 agentes. Outros 167 sofreram despromoções, 115 tiveram cortes salariais temporários e alguns receberam repreensões formais.
No total, 1.042 efectivos foram sancionados ao longo do ano, abrangendo várias categorias, desde oficiais superiores até agentes e trabalhadores civis.
As principais infrações registadas incluem falsas promessas de emprego em troca de dinheiro, recebimento ilícito de valores no exercício de funções, abandono do posto de trabalho, comportamentos inadequados, incumprimento de dívidas e práticas de extorsão.
Comparativamente ao ano anterior, verificou-se uma redução de 29,7% no número de infrações e de 4,7% nas sanções aplicadas, indicando algum progresso na disciplina interna.
A corporação assegura que continuará a reforçar os mecanismos de controlo e disciplina, com vista a garantir uma actuação mais rigorosa e alinhada com as normas institucionais.
O comandante-geral, comissário-geral Francisco Ribas da Silva, já havia defendido a necessidade de afastar elementos com condutas inadequadas, sublinhando que alguns efectivos não correspondem às exigências da instituição.

