O presidente do Partido Liberal voltou a criticar, no sábado, o rumo da governação do país, considerando que a situação social e económica continua a degradar-se, sem sinais claros de melhoria. Para Luís de Castro, a má gestão dos recursos públicos é um dos principais factores que fragiliza as famílias e empurra muitas para a pobreza extrema.
O dirigente falava durante um acto político de massas realizado na província da Lunda-Norte, onde defendeu a necessidade de uma liderança responsável e comprometida com a restituição da dignidade do povo angolano, colocando o interesse colectivo acima de agendas pessoais ou partidárias.
No seu discurso, recordou os 50 anos da Independência Nacional para sublinhar que, apesar do fim do colonialismo, muitos angolanos continuam a procurar melhores condições de vida no estrangeiro, incluindo em países que outrora foram colonizadores. “É um sinal claro de que algo não está a funcionar”, frisou.
Luís de Castro apontou ainda críticas à gestão das zonas diamantíferas das Lundas, acusando as autoridades de permitirem uma exploração artesanal desordenada e sem benefícios reais para as comunidades locais. Defendeu, por isso, a reconversão das riquezas geradas na região em investimentos directos nas próprias localidades, como caminho para um desenvolvimento sustentável e inclusivo.


