O surgimento de páginas falsas de notícias em Cabinda representa um ataque direto ao jornalismo sério e à democracia. Muitas dessas plataformas têm sido usadas para difamar a oposição, sobretudo a UNITA, e manipular a opinião pública, confundindo os cidadãos com informações tendenciosas.
O jornalismo deve servir a verdade, a transparência e o direito das pessoas a estarem bem informadas. Quando a política recorre a mentiras e ataques disfarçados de notícia, perde-se o foco no que realmente importa: apresentar soluções concretas para os problemas da população.
Os cabindenses merecem informação credível e um debate político baseado em propostas, e não em campanhas de desinformação. No fim, será sempre o povo a decidir nas urnas, mas essa decisão deve ser tomada com base em factos, não em manipulação.
Ainda mais preocupante é a criação da chamada Incubadora das Plataformas Digitais de Cabinda, alegadamente liderada por Alexandre Manuel, apontado como militante do MPLA na província. Segundo críticas, este responsável está ligado a um portal na rede social Facebook denominado “Inforexpress”, que tem sido acusado de violar princípios do jornalismo, promovendo ataques contra deputados da UNITA do círculo provincial, eleitos democraticamente como representantes do povo de Cabinda na Assembleia.
Este tipo de postura, vindo de quem se apresenta como presidente de uma associação de plataformas digitais, levanta sérias dúvidas quanto ao verdadeiro objectivo da referida incubadora. Em vez de promover boas práticas, há quem entenda que a iniciativa poderá servir para influenciar ou controlar portais locais que procuram fazer um jornalismo sério e independente.
Perante este cenário, apelamos à população de Cabinda para que se mantenha vigilante, não se deixe enganar por páginas falsas e denuncie conteúdos enganosos. Cabinda deve estar acima de quaisquer interesses políticos, e a verdade deve prevalecer.

