Nicolás Maduro chegou à Presidência da Venezuela em 2013, após a morte de Hugo Chávez, de quem foi aliado próximo durante vários anos. Antigo motorista de autocarro e dirigente sindical, assumiu o poder sem nunca alcançar o mesmo apoio popular ou carisma do seu antecessor, tendo vencido as eleições desse ano num processo fortemente contestado pela oposição.
Ao longo dos seus mandatos, o país mergulhou numa profunda crise económica e social, marcada por hiperinflação, escassez de bens essenciais e sucessivas ondas de protestos. A situação agravou-se com sanções internacionais, sobretudo dos Estados Unidos, e com problemas estruturais na indústria petrolífera, principal fonte de receitas da Venezuela.
Em 2017, Maduro promoveu mudanças institucionais que reforçaram os poderes presidenciais, numa tentativa de neutralizar a Assembleia Nacional então dominada pela oposição. Um ano depois, foi reeleito num escrutínio amplamente criticado por observadores internacionais, que colocaram em causa a legitimidade do processo.
Em 2020, o governo norte-americano acusou Maduro de envolvimento em actividades de narcotráfico, alegando ligações com grupos armados colombianos. O líder venezuelano rejeitou as acusações e respondeu com duras críticas à administração dos EUA.
Novas denúncias de fraude marcaram a eleição presidencial mais recente, após a qual Maduro tomou posse para mais um mandato. Desde então, Washington tem reforçado a pressão económica e política sobre Caracas, incluindo a promessa de recompensas milionárias por informações que levem à sua captura.
A primeira-dama, Cilia Flores, figura influente no regime, tem desempenhado um papel activo na vida política venezuelana, tendo sido deputada da Assembleia Nacional durante a última década.

