A recente substituição da presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau, com a saída de Mpabi Kabi e a entrada de Carmen Isaura Lobo, tem provocado críticas intensas. O ativista Sumaila Jaló considera que a mudança faz parte de medidas arbitrárias implementadas pelo governo de transição desde o golpe de 26 de novembro de 2025, com o objetivo de condicionar instituições democráticas e preparar eleições sem garantias de transparência.
Jaló alerta que o secretariado da CNE funciona em regime de caducidade desde 2022 e que qualquer recomposição deveria envolver partidos com assento parlamentar, o que não acontece. Além disso, acusa a CEDEAO e a União Africana de inoperância, por reconhecerem o governo de transição e não aplicarem resoluções que defendem a retomada do processo eleitoral legítimo.
O ativista sublinha que mudanças abruptas em órgãos como o Supremo Tribunal Militar refletem a prática do regime golpista de afastar opositores e controlar instituições-chave, consolidando o caminho para o eventual regresso ao poder de Umaro Sissoco Embaló. Segundo Jaló, estas ações esvaziam o quadro legal de controlo e transparência eleitoral, dificultando a conclusão legítima do processo interrompido em novembro de 2025.

