Neth Nahara foi esta sexta-feira condenada a quatro anos e seis meses de prisão efectiva, um desfecho que o seu advogado, Francisco Muteka, considera “injusto e incoerente”. Segundo o defensor, o tribunal baseou a sentença em factos que não foram devidamente apresentados durante a fase de produção de provas e ignorou elementos que, na sua ótica, deveriam ter pesado na decisão, como a reparação dos danos, a confissão e o arrependimento da arguida.
Muteka critica ainda o tribunal por ter ultrapassado o pedido do Ministério Público, alegando existir “um evidente excesso na condenação”. O advogado garantiu que vai recorrer, defendendo que a pena deveria ser suspensa e que a sua cliente deveria aguardar em liberdade até nova decisão judicial.

