A NATO anunciou esta sexta-feira o lançamento da operação “Sentinela Oriental”, destinada a reforçar a defesa do flanco leste da Aliança Atlântica, na sequência da violação do espaço aéreo da Polónia por drones russos.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou em Bruxelas que o incidente representa “a mais significativa violação do espaço aéreo da Aliança”, embora não seja a primeira. Situações semelhantes já ocorreram na Estónia, Roménia, Letónia e Lituânia.
Segundo Rutte, “independentemente de ter sido intencional ou não, trata-se de um ato perigoso e inaceitável”. A nova missão contará com meios aéreos e terrestres, envolvendo países como Dinamarca, França, Reino Unido e Alemanha, entre outros aliados.
O comandante supremo da NATO, Alexus Grynkewich, reforçou que “cada centímetro do território da Aliança será defendido”, garantindo segurança aos cidadãos.
A tensão diplomática também aumentou. A Alemanha convocou o embaixador russo, classificando o incidente como uma provocação grave. Em paralelo, o Presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, alertou que Vladimir Putin pretende ocupar toda a Ucrânia, apelando a maior pressão internacional, sobretudo da China.
Do lado norte-americano, o Presidente Donald Trump declarou estar “a perder a paciência” com Putin e admitiu novas sanções contra Moscovo, enquanto o impasse sobre a guerra persiste.


