A anunciada suspensão das actividades da Mozal, prevista para março de 2026, está a gerar forte preocupação em Moçambique, devido ao impacto económico e social que poderá provocar. A decisão resulta da falta de um novo acordo para o fornecimento de energia eléctrica entre a fundição de alumínio e os seus parceiros.
Considerada um dos maiores pilares industriais do país, a Mozal representa cerca de 3% do PIB nacional e consome quase metade da energia produzida internamente. A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) alerta que o encerramento poderá levar ao despedimento de cerca de mil trabalhadores e à falência de centenas de empresas que dependem directa ou indirectamente da fundição.
Para evitar esse cenário, a CTA defende a extensão temporária do contrato de energia, por um período entre seis e doze meses, permitindo negociações mais aprofundadas. Entretanto, empresas prestadoras de serviços já enfrentam dificuldades, com redução de pessoal e perda de contratos.
Trabalhadores e empresários manifestam receio quanto à capacidade do mercado e do Estado para absorver os efeitos da suspensão, temendo um agravamento do desemprego e da crise económica. Apesar disso, persiste alguma esperança de que a decisão seja revertida ou que a fábrica venha a ser vendida antes do prazo anunciado.


