O Ministro angolano da Energia e Águas, João Baptista Borges, anunciou que, ainda este ano, irão iniciar-se os trabalhos técnicos para determinar o percurso de um cabo submarino de 120 quilómetros que ligará Cabinda à Rede Nacional de Electricidade. Este projeto visa reduzir a produção de energia térmica na região.
Além disso, será construído um parque solar fotovoltaico com uma capacidade de 90 MW na Fortaleza, no município do Ngoio, estando o processo administrativo e o estudo de impacto ambiental já concluídos. O início da obra depende apenas da formalização do acordo de financiamento.
Para melhorar o fornecimento de energia em Cabinda, estão a ser realizados trabalhos de manutenção na Central Térmica de Malembo, com a instalação de uma nova turbina a gás prevista para o próximo ano. A central, com uma capacidade instalada de 145 MW, está, no entanto, a fornecer apenas 85 MW devido a avarias em algumas das suas turbinas.
No sector das águas, o principal desafio é a rede de distribuição, que se encontra já desajustada face ao crescimento populacional. Para resolver este problema, o Ministério da Energia e Águas está a trabalhar, no âmbito de um programa do Banco Mundial, na expansão e reabilitação da rede de distribuição de água na cidade de Cabinda e nos municípios de Cacongo, Ngoio, Buco-Zau e Belize.
O ministro João Baptista Borges também visitou diversas infraestruturas locais, incluindo a Central Térmica de Malembo e a Estação de Tratamento de Água Potável de Sassa-Zau, no âmbito da sua visita de trabalho à província.