O Alto Comando Militar da Guiné-Bissau anunciou esta quarta-feira (26.11) que assumiu plenamente os poderes do Estado, após fortes tiroteios registados em Bissau por volta das 12h40. A comunicação foi transmitida pela Televisão Pública e lida por Denis N’tchama.
Segundo o comunicado, a intervenção militar ocorre após a alegada descoberta de um plano para desestabilizar o país, envolvendo políticos nacionais e estrangeiros, além de um conhecido barão da droga. Os serviços de informação afirmam ainda ter identificado tentativas de manipulação eleitoral e encontrado um depósito de armamento de guerra.
O Alto Comando Militar decretou várias medidas imediatas:
Destituição do Presidente da República;
Encerramento de todas as instituições da República;
Suspensão do processo eleitoral;
Fecho das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas;
Recolher obrigatório das 19h00 às 06h00;
Suspensão das atividades de todos os órgãos de comunicação social.
As autoridades militares afirmam que as medidas vigoram até que a situação seja “totalmente esclarecida” e que estejam criadas condições para o retorno à normalidade constitucional. O comunicado apela à calma da população e justifica a ação como resposta a uma “emergência nacional”.

