O novo secretário provincial da UNITA em Cabinda, Lourenço Lumingo, afirmou nesta terça-feira que pretende intensificar a acção política do partido na província, declarando que “a partir de agora, a temperatura política em Cabinda vai subir”.
No seu discurso de apresentação oficial, o dirigente destacou o simbolismo da sua nomeação, afirmando que “recebi duas chaves: uma do partido e outra dos bakamas do povo grande, que me deram a responsabilidade de fechar a província”, revelou.
Durante a sua intervenção, defendeu que “apenas a UNITA é capaz de pensar o país no verdadeiro sentido, capaz de trazer reformas profundas na administração pública, capaz de separar as eleições presidenciais e legislativas”.
Relativamente à província, sublinhou a necessidade de mudanças estruturais, afirmando que é preciso “transformar Cabinda numa região autónoma, onde teremos o privilégio de eleger o nosso presidente da região autónoma, o nosso parlamento local, que vai discutir problemas exclusivamente dos cabindas”.
Ao abordar as linhas de orientação do seu mandato, explicou que “este mandato será pautado em três pilares fundamentais: primeiro, a representatividade e proximidade com os nossos militantes; segundo, transparência e integridade; terceiro, desenvolvimento e acção concreta”.
Sobre o funcionamento do partido, garantiu que “cada decisão, cada acção do nosso partido será marcada, de acordo com os nossos estatutos, pela ética, pela clareza e pelo compromisso de fortalecer a confiança que o povo de Cabinda depositou em nós”.
Quanto aos objectivos políticos, afirmou que “a nossa principal meta passa pela retirada do poder, já em 2027, daqueles que nos governam desde 1975”.
Num tom mais incisivo, declarou que “o medo do MPLA em Cabinda terminou”, reforçando que o partido vai assumir uma postura mais activa no terreno político.
Dirigindo-se às bases, deixou um apelo à mobilização, sobretudo das mulheres da Lima e dos jovens do partido, afirmando que “é hora de trocar as socas com as chinelas, porque a rua está à nossa espera”.
O novo secretário provincial pediu ainda união interna, apelando aos militantes, antigos combatentes e dirigentes do partido: “se eu estiver em erro, corrijam-me, apoiem-me, abracem-me, porque sozinho não vou conseguir”.
Por fim, agradeceu ao anterior secretário provincial da UNITA em Cabinda, João Manuel, reconhecendo “a forma sábia como conduziu o destino do partido na província”.

