O general na reserva Manuel Mendes de Carvalho, conhecido como Paka, foi constituído arguido esta terça-feira, em Luanda, após ser ouvido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito de um processo relacionado com supostas injúrias ao Presidente João Lourenço. A convocação surgiu depois de declarações públicas consideradas ofensivas ao Chefe de Estado, segundo a Direção Nacional de Investigação e Ação Penal.
À saída da audição, Paka afirmou que apenas exerceu o seu direito constitucional de expressar críticas e defendeu não ter cometido qualquer ilícito, classificando a situação como um “mal-entendido” entre si e quem apresentou a queixa.
O militar acrescentou que não teme eventuais consequências, incluindo possíveis efeitos sobre a sua patente, e afirmou que a sua posição decorre do desejo de ver melhorias sociais e económicas no país.
Em declarações à DW, sublinhou:
«O meu objetivo é ver Angola a prosperar. Somos um país rico em recursos, mas ainda enfrentamos muitas dificuldades. Gostaria de testemunhar uma paz plena e ver os problemas do povo resolvidos. Já tenho idade e desejo aproveitar o tempo que me resta com a família e amigos, vivendo sem pressão.»
O general garantiu ainda que o processo seguirá os trâmites legais e manifestou confiança de que tudo será esclarecido no momento adequado.


