Na cimeira do G20 em Joanesburgo, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, enfatizou o valor do multilateralismo para enfrentar os desafios globais, destacando que a cooperação e as parcerias são essenciais para soluções eficazes. Apesar da ausência do presidente norte-americano, Donald Trump, os líderes presentes aprovaram por unanimidade uma declaração que reafirma a Carta da ONU como guia para a resolução pacífica de conflitos.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou para a ameaça à eficácia do G20 e pediu mecanismos inovadores para troca de dívida por desenvolvimento e ações climáticas, chamando a desigualdade de “emergência global”.
O presidente angolano, João Lourenço, como presidente em exercício da União Africana, destacou o peso da dívida e o défice de financiamento acessível como obstáculos ao desenvolvimento africano. Ele apelou a reformas nos bancos multilaterais, apoio ao financiamento em moeda local e implementação do Quadro Comum, defendendo que África ocupe posição central no multilateralismo.
Lourenço também destacou o impacto estratégico da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), que deve criar um mercado de 3,4 biliões de dólares e fortalecer a diversificação económica do continente, reduzindo dependência externa. A cimeira abordou alívio da dívida, desigualdade, transição energética justa e desenvolvimento sustentável, marcando o encerramento de um ciclo de presidências do G20 pelo Sul Global.

