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    FLEC apela cabindeses a reivindicar nacionalidade portuguesa

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    O porta-voz da Frente de Libertação do Estado de Cabinda, Jean Claude Nzita, apelou aos cidadãos de Cabinda para reivindicarem a nacionalidade portuguesa, assegurando que a futura República de Cabinda reconhecerá a dupla nacionalidade, portuguesa e cabindesa.

    Em declarações ao e-Global, o responsável defendeu que o processo de descolonização de Cabinda permanece inacabado, sustentando que os cabindeses devem exigir o estatuto de cidadãos portugueses de pleno direito. O apelo foi igualmente dirigido à diáspora e aos cidadãos que se encontram em centros de refugiados.

    Nzita revelou ainda que a independência de Cabinda, proclamada a 2 de Fevereiro de 2026 pela FLEC, poderá vir a obter reconhecimento internacional nos próximos tempos. Segundo afirmou, países como a Nigéria e Marrocos poderão estar entre os primeiros a reconhecer oficialmente a República de Cabinda. Referiu também sinais positivos vindos de países africanos, asiáticos e da América Latina, incluindo Gabão e Guiné-Bissau.

    No plano internacional, o porta-voz anunciou que a autoproclamada República de Cabinda apoia a candidatura de Macky Sall ao cargo de secretário-geral da ONU, em sucessão de António Guterres, apelando aos Estados-membros do Conselho de Segurança para que apoiem essa candidatura.

    Entretanto, o Governo angolano, através do ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, rejeitou recentemente as alegações da FLEC, afirmando que o movimento não possui capacidade militar no terreno. O governante considerou falsas as informações sobre alegadas acções armadas em Cabinda, classificando-as como propaganda política.

    Francisco Furtado assegurou que a província de Cabinda se encontra sob controlo das forças de defesa e segurança, sem qualquer base activa da FLEC, acrescentando que eventuais incidentes são rapidamente neutralizados. Criticou ainda a proclamação unilateral da independência de Cabinda, considerando-a um acto simbólico sem impacto real no território.

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