O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou na sexta-feira o envio de dois submarinos nucleares da Marinha norte-americana para “regiões apropriadas”, numa resposta directa às recentes declarações de Dmitry Medvedev, ex-presidente da Rússia e actual vice-presidente do Conselho de Segurança russo.
A medida, justificada como uma ação de “preparação”, foi anunciada por Trump através da rede social Truth Social, onde escreveu ter dado ordens para o posicionamento dos submarinos, “apenas para o caso de essas declarações tolas e inflamadas serem mais do que aparentam”.
Trump não revelou que tipo de submarinos foram mobilizados nem os locais exatos do seu destino, mantendo a tradição do Pentágono de manter sigilo absoluto sobre os movimentos desta componente estratégica da sua força militar.
A Marinha dos EUA dispõe atualmente de três tipos principais de submarinos, todos movidos a energia nuclear:
Submarinos com Mísseis Balísticos (SSBNs)
Conhecidos como “boomers”, os 14 submarinos da classe Ohio são os únicos da frota a transportar armas nucleares. Cada um pode carregar até 20 mísseis Trident com ogivas nucleares, capazes de atingir alvos a mais de 7.400 km de distância. Estes submarinos são a espinha dorsal da dissuasão nuclear norte-americana e operam em total sigilo.
Submarinos com Mísseis Guiados (SSGNs)
Originalmente SSBNs convertidos, quatro submarinos da classe Ohio foram adaptados para transportar até 154 mísseis de cruzeiro Tomahawk com ogivas convencionais. São frequentemente usados para operações de precisão e podem ainda transportar unidades de forças especiais.
Submarinos de Ataque Rápido
Compõem a maioria da frota submarina dos EUA e destinam-se a destruir alvos navais inimigos. Estão divididos nas classes Virginia, Los Angeles e Seawolf. Além de torpedos, também transportam mísseis Tomahawk, embora em menor número do que os SSGNs. A classe Virginia é a mais recente, enquanto a classe Seawolf inclui o altamente especializado USS Jimmy Carter, concebido para missões secretas e tecnológicas.
Com esta mobilização, os EUA mostram firmeza face à retórica russa, utilizando o poder de dissuasão da sua força submarina para sinalizar capacidade de resposta rápida a qualquer ameaça estratégica.