O deputado da UNITA, Lourenço Lumingo, questionou recentemente o arranque das obras da segunda fase da centralidade do Chibodo II, na província de Cabinda, inaugurada em 2023 com menos de metade das três mil habitações previstas, estando disponíveis apenas cerca de 500 apartamentos.
O político do partido do galo negro afirmou que a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, prometeu uma verba para dar início às obras da segunda fase e que o valor foi inscrito no Orçamento Geral do Estado de Angola. Contudo, segundo Lourenço Lumingo, esse dinheiro nunca chegou à província. Para o deputado, Cabinda não possui, de facto, uma centralidade.
“Aquilo não é centralidade, porque não tem condições básicas para ser considerada centralidade”, frisou.
O parlamentar acrescentou ainda:
“O mais engraçado é que a ministra das Finanças prometeu verbas e colocou no orçamento; infelizmente, esse dinheiro nunca chegou na província. Quando a gente tenta interrogar, a ministra diz que estão a ver um financiamento externo para dar conclusão das obras. A gente interroga o Governo Provincial e não nos dizem absolutamente nada, porque não dominam o assunto”, lamentou Lourenço Lumingo.
Recorde-se que a centralidade do Chibodo II não é a primeira obra inaugurada apenas na primeira fase em Cabinda. A Refinaria de Cabinda também foi inaugurada na primeira fase, em setembro do ano passado, e o Porto de Águas Profundas do Caio corre o risco de ser inaugurado apenas na primeira fase ainda este ano, segundo anúncio do Presidente da República, João Lourenço.
O facto tem levado muitos cidadãos em Cabinda a questionarem o modelo de inaugurações de obras inacabadas na província, defendendo que os projectos sejam concluídos na totalidade antes da sua entrega oficial.

