A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) enfrenta um clima de tensão interna após alegações de destituição do seu presidente, Nimi a Simbi, o que tem gerado versões contraditórias dentro da direcção do partido.
Segundo uma ala da liderança, terá ocorrido uma suposta substituição de Nimi a Simbi, sendo indicado Augusto Sumbula como presidente de transição até à realização do próximo congresso. Esta versão é contestada por outra facção, que afirma não ter havido qualquer destituição formal.
Um dos dirigentes defende que o líder continua em funções e que o episódio resultou apenas de uma reorganização interna após desacordos numa reunião.
A divergência de posições tem aumentado o ambiente de instabilidade no partido, com apelos para intervenção das autoridades judiciais para clarificar a legalidade do processo.
O caso evidencia divisões internas na FNLA, numa fase em que o partido se prepara para o seu próximo congresso ordinário.

