Abel Chivukuvuku, presidente do PRA-JA Servir Angola, alertou que, apesar do enquadramento legal, a democracia no país ainda enfrenta limitações significativas na prática.
Em declarações à TV Zimbo, Chivukuvuku sublinhou que Angola é, constitucionalmente, um Estado democrático e de direito, mas constatou que a realidade não reflete plenamente este princípio.
O político destacou que o país atravessa um processo de transição com constrangimentos que dificultam a plena implementação das liberdades políticas e civis.
Apontou ainda a limitada efectividade do pluralismo político como fragilidade central, observando que a criação de partidos, associações e igrejas é legal, mas frequentemente lenta e condicionada.
Como exemplo, recordou o longo processo de legalização do próprio PRA-JA Servir Angola, que demorou vários anos e suscitou dúvidas sobre a verdadeira abertura do sistema político.
Chivukuvuku disse que estas questões refletem desafios mais amplos quanto à liberdade de organização, participação política e funcionamento institucional em Angola.

